O candidato do PSOL Plínio Arruda Sampaio em sabatina no R7 afirma que esta campanha foi montada para não dizer nada, que tudo está muito bem no Brasil. Mas a educação, saúde, segurança pública são um "horror".
Para Plínio, não há nenhuma nação no mundo onde o povo conquistou a independência e a liberdade sem luta.
Sabatina completa no sítio do R7.
terça-feira, 27 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
O sistema educacional brasileiro é reprodutor da desigualdade
Reproduzimos abaixo opinião de Plínio de Arruda Sampaio, candidato do PSOL à Presidência da República.
De forma abreviada situa o problema da educação e aponta a necessidade da superação do atual modelo educacional que priva os filhos dos trabalhadores a terem acesso a educação de qualidade:
“Esse muro de desigualdade que impede o pobre de disputar um emprego bom precisa ser derrubado”
“O necessário debate sobre a educação superior no Brasil
Plínio Arruda Sampaio
Entre vários fatores que determinam a perpetuação da pobreza no Brasil, destaca-se o sistema de ensino, cuja característica resume-se no seguinte: educação básica, fundamental e média particular de boa qualidade acessível apenas a alunos provenientes de famílias ricas; e educação superior pública de boa qualidade de difícil acesso para os alunos que não são oriundos das escolas particulares de qualidade. Essa realidade significa a condenação dos meninos e meninas pobres a empregos menos remunerados entediantes, perigosos e insalubres.
Esse muro de desigualdade que impede o pobre de disputar um emprego bom precisa ser derrubado. O instrumento principal para promover essa derrubada é acabar com a mercantilização da educação, um processo que não poderá terminar no período de um mandato, mas que pode e deve avançar bastante num período de quatro anos.
Uma das prioridades, sem prejuízo das medidas destinadas aos demais níveis, deverá ser dada neste primeiro momento ao nível superior. Atualmente, 90% do ensino superior é ministrado em instituições privadas, sendo que 70% destes são “negócios” que fornecem ensino de baixa qualidade a preço elevado.
A primeira providência para solucionar este problema é eliminar toda transferência (direta e indireta) de recursos públicos para essas “indústrias”. Isto exigirá uma reconstrução do PROUNI, cujo primeiro passo consistirá em aumentar o número de vagas das faculdades públicas e destinar as verbas hoje doadas a empresas de educação para essa ampliação.
Paralelamente, será necessário deter a privatização disfarçada dos centros universitários públicos (mediante convênios, fundações e outros artifícios que colocam o pensamento da universidade sob o controle do capital).
O Brasil não pode aceitar o projeto de degradação da formação universitária brasileira gestado no Banco Mundial com o objetivo de expandir o número de profissionais de nível superior, mas formação limitada, de modo a pressionar os salários desses profissionais para baixo, O REUNI materializa esse projeto e deverá ser inteiramente revisto.
Se o Brasil gastar menos de 10% do PIB na educação pública será impossível superar o atraso tecnológico e político que separa das nações desenvolvidas. Esse é o nosso compromisso.”
Fonte: http://www.plinio50.com.br/
De forma abreviada situa o problema da educação e aponta a necessidade da superação do atual modelo educacional que priva os filhos dos trabalhadores a terem acesso a educação de qualidade:
“Esse muro de desigualdade que impede o pobre de disputar um emprego bom precisa ser derrubado”
“O necessário debate sobre a educação superior no Brasil
Plínio Arruda Sampaio
Entre vários fatores que determinam a perpetuação da pobreza no Brasil, destaca-se o sistema de ensino, cuja característica resume-se no seguinte: educação básica, fundamental e média particular de boa qualidade acessível apenas a alunos provenientes de famílias ricas; e educação superior pública de boa qualidade de difícil acesso para os alunos que não são oriundos das escolas particulares de qualidade. Essa realidade significa a condenação dos meninos e meninas pobres a empregos menos remunerados entediantes, perigosos e insalubres.
Esse muro de desigualdade que impede o pobre de disputar um emprego bom precisa ser derrubado. O instrumento principal para promover essa derrubada é acabar com a mercantilização da educação, um processo que não poderá terminar no período de um mandato, mas que pode e deve avançar bastante num período de quatro anos.
Uma das prioridades, sem prejuízo das medidas destinadas aos demais níveis, deverá ser dada neste primeiro momento ao nível superior. Atualmente, 90% do ensino superior é ministrado em instituições privadas, sendo que 70% destes são “negócios” que fornecem ensino de baixa qualidade a preço elevado.
A primeira providência para solucionar este problema é eliminar toda transferência (direta e indireta) de recursos públicos para essas “indústrias”. Isto exigirá uma reconstrução do PROUNI, cujo primeiro passo consistirá em aumentar o número de vagas das faculdades públicas e destinar as verbas hoje doadas a empresas de educação para essa ampliação.
Paralelamente, será necessário deter a privatização disfarçada dos centros universitários públicos (mediante convênios, fundações e outros artifícios que colocam o pensamento da universidade sob o controle do capital).
O Brasil não pode aceitar o projeto de degradação da formação universitária brasileira gestado no Banco Mundial com o objetivo de expandir o número de profissionais de nível superior, mas formação limitada, de modo a pressionar os salários desses profissionais para baixo, O REUNI materializa esse projeto e deverá ser inteiramente revisto.
Se o Brasil gastar menos de 10% do PIB na educação pública será impossível superar o atraso tecnológico e político que separa das nações desenvolvidas. Esse é o nosso compromisso.”
Fonte: http://www.plinio50.com.br/
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Hamilton Assis é o vice de Plínio
Não foi possível a formalização da aliança do PSOL com o PCB para as eleições 2010. O Comitê Central do PCB divulgou em seu sítio www.pcb.org.br as razões que inviabilizaram esta possibilidade.
O PSOL lança como vice Hamilton Assis. Nascido em Salvador, na Bahia, Hamilton Assis tem 47 anos, é pedagogo, funcionário da rede municipal de ensino de Salvador e militante do movimento negro. Foi um dos fundadores do PT na Bahia, do qual se desligou em 2005 para filiar-se ao PSOL. Já na sua entrada no partido começou a dedicar esforços à construção do Círculo Palmarino, corrente política do movimento negro brasileiro do PSOL. Foi dirigente da CUT (Central Única dos Trabalhadores) na Bahia, assessor do deputado petista Nelson Pelegrino; presidente da Associação de Moradores do bairro Pau de Lima até a década de 80; e integrante da executiva da Federação de Bairros de Salvador.
A aliança PSOL/PCB seria importante para avançar a unidade da luta pelo socialismo. Mas é uma possibilidade que fica em aberto para outro momento.
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